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Nosso Mundo Violento


Violência
Outra condição que Jesus disse que prevaleceria logo antes da Sua volta é a violência desenfreada: "Como foi nos dias de Noé, assim será também na [segunda] vinda do Filho do Homem" (Mateus 24:37).

Como eram as coisas "nos dias de Noé"? O livro de Gênesis nos diz que "a Terra estava corrompida diante de Deus", e "cheia de violência" (Gênesis 6:11). É com pesar que todos estamos cientes das manchetes atuais de histórias trágicas de uma violência totalmente sem nexo.

As estatísticas de crimes violentos só nos EUA são estarrecedoras. De acordo com o FBI, em média, uma pessoa é assassinada cada 22 minutos; alguém é estuprado cada 4 minutos, e um assalto é cometido cada 26 segundos.

Olhando aqui mais perto de casa, "as favelas do Rio de Janeiro, São Paulo, Bogotá, Caracas e Lima, onde se concentram grandes números da população rural fascinados pela grande cidade, são foco da violência", informa o jornal La Época, de Santiago do Chile. O índice de homicídios em cidades como Medelin e Rio de Janeiro é dos mais altos do mundo. "No Rio, se cometem cada ano 61 assassinatos por 100.000 pessoas."

A América Latina de um modo geral tem uma criminalidade epidêmica, segundo o Banco Interamericano, uma vez que acontecem anualmente 20 homicídios por cada 100.000 habitantes, quando o índice do mundo desenvolvido chega a 5 casos.

A Colômbia, por outro lado, tem o índice de seqüestros mais elevado do mundo. Até julho de 1996 registraram-se mais de 1.500 casos. E no Brasil a quantia paga por resgates soma 900 milhões de dólares por ano.

O Washington Post acrescenta:

Homicídios e suicídios [nos EUA] agora estão ocorrendo a uma média de mais de 145 por dia, média essa que está aumentando. Só nos últimos 30 anos, o total excede a 1.200.000 pessoas, mais que todos os homens mortos em todas as guerras na história dos Estados Unidos. E muitas dessas vítimas recentes não são homens e mulheres, mas sim crianças.

Jack Levin, professor de Sociologia na Universidade Northeastern em Boston, avisa que o atual aumento de homicídios praticados por jovens de 14 e 15 anos é um precursor de coisas piores:

"Eles são a vanguarda do mini baby boom dos filhos dos primeiros membros da geração do baby boom (grande aumento de natalidade nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial) e ainda nem entraram na faixa de 18 a 24 anos, que é o grupo que tradicionalmente comete a grande maioria dos assassinatos".

"Eles ainda nem chegaram a essa fase e já estão cometendo homicídios", declara Levin. "O que eles vão fazer quando chegarem lá?"

Entretenimento?

Qual a razão do aumento sem precedentes da violência entre os jovens de hoje? Cientistas do comportamento concluíram que um dos maiores culpados é o dito entretenimento, principalmente as imagens levadas para dentro das salas de estar de todos, cortesia da televisão. Antigamente as pessoas tinham que estar no local do ato violento para poderem presenciá-lo. Hoje não. Quando um jovem americano chega aos 15 anos de idade ele já terá testemunhado na TV a destruição violenta de mais de 35 mil seres humanos, bem como 200 mil atos de brutalidade. Nem nos "dias de Noé" as pessoas eram sujeitas ao mesmo volume de violência a que nós somos atualmente.

É incontestável a ligação entre a violência nos filmes e a violência em nossas ruas e nossos lares. A United Press International relata uma pesquisa conduzida pela Associação de Mestres na Inglaterra, com 40 mil membros, que concluiu o seguinte:

"O impacto de matérias violentas é bem mais abrangente do que se pensava", declarou Jackie Miller, secretária geral nomeada. A pesquisa descobriu que 77% dos professores de segundo grau eram da opinião que as crianças e jovens estão ficando "insensíveis à violência", e escolhem exaltar e imitar atividades violentas no playground.

O Dr. Leonard D. Efron, professor de Psicologia na Universidade de Illinois, em Chicago, que estudou os hábitos de mais de 400 telespectadores por 22 anos, observa: "Não há mais dúvidas de que a exposição à violência através da televisão é uma das causas do comportamento agressivo, do crime e da violência na sociedade". Arnold Kahn, da American Psychological Association acrescenta: "A polêmica sobre os efeitos da violência na TV é como a polêmica sobre cigarros e câncer."

Para descobrir "o que os próprios jovens acham sobre o seu mundo em constante mudança", a revista Newsweek e o Children's Defense Fund encomendou uma pesquisa de 758 crianças americanas entre 10 e 17 anos. Newsweek resume os resultados:

O que constatamos é o retrato de uma geração que vive com medo… Muitos tinham preocupações que seus pais nunca teriam imaginado: medo de armas, drogas, divórcio, pobreza. As entrevistas salientam até que ponto a violência ou o medo dela fazem parte da vida das crianças, não só nas áreas mais pobres da cidade, mas também nas cidades pequenas e áreas residenciais por todo o país.

 

Mesmo neste mundo cheio de violência, não temos que viver com medo. As Escrituras referem-se a Jesus como o "Príncipe da Paz" (Isaías 9:6), que promete a todos que O amam e confiam nEle: "Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize" (João 14: 27)